Abandono paterno: 10 relatos mostram como ele é prejudicial

Infelizmente, crescer sem a presença do pai ainda é a realidade que muitas crianças brasileiras enfrentam.

Quantas pessoas você conhece que foram vítimas do abandono paterno? Em 2013, o Conselho Nacional da Justiça (CNJ), tendo como referência o Censo Escolar de 2011, apontou que 5,5 milhões de crianças brasileiras não possuem o nome do pai registrado na certidão de nascimento. Entre todos os estados do país, o Rio de Janeiro apareceu no topo da lista.

Em 2016, o diretor Alexandre Mortaguatomou – que faz parte das estatísticas porque foi abandonado pelo pai quando nasceu – propôs lançar um documentário para discutir a questão. A ideia do filme “Todos Nós 5 Milhões” é trazer histórias de famílias que passaram por isso e mostrar a visão de especialistas. Infelizmente, o projeto não atingiu a meta proposta para o financiamento coletivo e por enquanto não foi lançado.

“Os prejuízos vão muito além do nome que não consta na certidão. O abandono material acarreta sérias consequências na subsistência da criança, que depende só da mãe para ser provida. No entanto, a longo prazo, o abandono afetivo acarreta traumas que jamais serão mensurados, já que a ausência paterna pode trazer inúmeros danos psicológicos”, ressalta Thaís Perico, advogada especializada em assessoria para mulheres e sócia do escritório Lima Perico Sociedade de Advogadas, de São Paulo.

Realmente, as consequências desse ato irresponsável se refletem na vida do pequeno, prejudicando-o de diversas maneiras e interferindo nos aspectos físico e psíquico do seu desenvolvimento. “Desde o útero, a criança já escuta e discrimina a voz dos pais devido à diferença de tonalidade. Portanto, o vínculo do bebê com a figura paterna se inicia ainda na vida intrauterina”, afirma a psicóloga Isis Pupo.

Mas e se existisse algum tipo de punição legal para isso? Será que os números seriam menores? “Atualmente, fala-se com frequência em reparação de danos morais pelo afastamento afetivo. Muitos juízes têm condenado os pais ausentes por isso, embora saibamos que não há quantia fixada capaz de reparar dano de foro íntimo. Ações de reparação poderiam abordar a questão do abandono de uma maneira coletiva e pedagógica, ou seja, ensinando outros pais a repensarem suas condutas”, reforça a advogada.

Para dar a voz a quem passa por isso com os filhos, pedimos às nossas leitoras que nos acompanham nas redes sociais para deixarem o seu depoimento e contarem o quanto a ausência paterna vem impactando a vida dos pequenos. Veja os relatos abaixo:

 

 

E você, já passou ou conheceu alguém que passou por essa situação?
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