Surge nova doença em crianças ligada ao coronavírus e já fez vitimas fatais

O secretário de saúde Matt Habcock do Reino Unido, confirmou que houve vitimas desta nova doença, que possivelmente tenha ligação com o coronavírus.
Pela primeira vez o secretário da saúde falou sobre esta doença e a ligação com o coronavírus. Os casos de morte e a preocupação foi anunciada nesta última segunda-feira (27) pelo NHS (Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido).

Os médicos do NHS fizeram um alerta, sobre os sintomas, que são muito parecidos com a Doença de Kawasaki. “Os casos têm em comum a sobreposição de sintomas da Síndrome do Choque Tóxico e Doença de Kawasaki com parâmetros sanguíneos consistentes com Coivd-19 severo em crianças”. Esta doença apresenta os seguintes sintomas: descascamento e manchas vermelhas na pele, língua inchada, avermelhada e com caroços, palmas das mãos vermelhas, pés inchados, febre alta, conjuntivite e dor no abdômen e articulações.

O secretário de Saúde do Reino Unido, deu mais detalhes sobre esta nova doença ligada ao coronavírus.Foi confirmada que, crianças morreram em decorrência desta doença, e que a maioria testaram positivo para o coronavírus, mas que também alguns testaram negativo.

Em entrevista à rádio britânica LBS, ele afirmou: “Existem algumas crianças que morreram desta doença e não tinham nenhum outro problema de saúde. É uma doença nova e nós achamos que pode ser causada pelo coronavírus. Nós não temos 100% de certeza porque algumas pessoas que pegaram não testaram positivo para o Covid-19. Então, nós estamos pesquisando muito isso agora e é algo com o qual estamos preocupados”.

O secretário também ressaltou que foram poucos casos desta doença, mas não afirmou quanto casos ate o momento.
“É raro, apesar de ser muito significativa para aquelas crianças que contraem, o número de casos é pequeno”, explicou o secretário na mesma entrevista.

A professora Anne Marie Rafferty, presidente da Faculdade Real de Enfermagem do Reino Unido também falou sobre esta nova doença. Em entrevista ao canal de televisão Sky News ela disse: “Na realidade, ainda sabe-se muito pouco e os números no momento ainda são muito pequenos. Mas é um alerta e é algo que está sendo estudado por uma série de pesquisadores”.