4 motivos para NÃO cortar o cordão umbilical imediatamente depois do parto

O cordão umbilical é responsável por ligar o bebê à placenta da mãe e é por ele que passa o sangue com o oxigênio e com os nutrientes essenciais ao desenvolvimento do feto. De suma importância durante a gestação, o cordão não deve ser clampeado imediatamente depois do parto. Nos primeiros instantes após o nascimento, até que o pulmão receba o ar e comece a funcionar, os bebês ainda recebem oxigênio pelo cordão.

A recomendação de esperar o cordão parar de pulsar para cortá-lo está incorporado nas novas diretrizes do SUS para o parto humanizado, pois a prática influencia concretamente em aspectos da saúde do bebê. Vale lembrar que, em bebês prematuros, a aplicação da recomendação é avaliada conforme o caso. (Leia também:Mãe fez transmissão ao vivo de seu parto normal no parquinho de casa!)

Motivos para não cortar o cordão rapidamente

Risco de anemia
Segundo pesquisadores, o corte ou o clampeamento imediato impedem que cerca de 100 ml de sangue da placenta fique no corpo do bebê, quantidade equivalente a um terço de todo o corpinho dele. A consequência imediata é o risco de o recém-nascido desenvolver anemia.

Melhora a coordenação motora
Um novo estudo mostrou que esperar pelo menos três minutos para clampear o cordão umbilical após o parto pode melhorar a coordenação motora fina e habilidades sociais das crianças.

Transplante natural
Uma pesquisa feita pela Universidade do sul da Flórida, nos Estados Unidos, mostrou que esperar o cordão parar de pulsar para cortá-lo pode garantir a transferência de células-tronco, em um processo conhecido como transplante natural.

Desenvolvimento neurológico
Outras pesquisas passaram a indicar que esperar para cortar o cordão dá tempo ao bebê de receber até 25% do sangue que está na placenta. Isso diminui as chances de hemorragia cerebral e pode provocar, em longo prazo, melhora do desenvolvimento neurológico e dos níveis de ferro.

Tipo de parto
O corte tardio do cordão umbilical pode – e deve – ocorrer tanto no parto normal como na cesárea.


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